Imagens em movimento de nossa turnê em Nova Iorque, em outubro de 2010. mais menos
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Está disponível no link MÍDIA a segunda parte da entrevista que dei em Nova Iorque para o Afropop.org, com imagens do show que fizemos no Joe's Pub NY. Vale tb visitar o site e podcast deles... mais menos

 

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Foi surpreendente e cheia de emoções nossa estréia em Chicago. Dois shows agendados na programação do festival World Music Chicago: 2009 e uma entrevista/show no Chicago Cultural Center. Cada um deles nos reservou momentos únicos e ótimas surpresas. mais menos

foto: flávia mafra--- Empty Bottle, Chicago - IL
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No primeiro dia faríamos a entrevista/show à tarde, no histórico Chicago Cultural Center e decidi que nos apresentaríamos numa formação de trio ( normalmente somos no mínimo 5 ). Marcelinho Guerra no cavaquinho, Lenis Rino na percussão e eu no violão e voz, para simplificar a montagem e passagem de som. Fizemos um ensaio rápido no quarto do hotel para adequar os arranjos a essa formação e logo em seguida a van do festival veio nos buscar. Chegando lá, a primeira emoção foi perceber que se tratava de um prédio lindíssimo, inaugurado em 1893 para abrigar a biblioteca pública da cidade. Cheio de mosaicos, frases e poesias célebres, impressos nas paredes e tetos seculares, com uma arquitetura exuberante e energia forte. Já recebeu de presidentes da república a grandes artistas e exposições depois que foi transformado em centro cultural. Fica em frente ao Milenium Park, principal destino turístico de Chicago. São inúmeros ambientes e teatros, onde se pode ver desde uma orquestra sinfônica a grupos de jazz e sons de todo o mundo.

Após este primeiro impacto, fomos levados ao local onde seria realizada a entrevista e para minha surpresa era um teatro de aproximadamente 450 lugares, completamente lotado. Foi emocionante ver um público culto e interessado pela cultura do mundo. Corações e mentes sedentos por descobrir e saborear algo novo. A jornalista que conduziu a entrevista representava a PRI ( Public Radio International ), associação de mais de 300 rádios públicas pelo mundo, entre elas a BBC e estava totalmente por dentro de minha trajetória, influências e raízes, me deixando bastante à vontade para responder perguntas e conversar. A platéia estava super conectada e receptiva e o resultado foi maravilhoso. Sorte que tínhamos uma câmera portátil e pudemos registrar, mesmo que amadoramente, este momento único.

Terminada a entrevista, voltamos ao hotel para buscar a parte da equipe que havia ficado e de lá seguir para o Homan Park, centro cultural da periferia onde faríamos o primeiro show. A produção do evento nos previniu enfaticamente que este primeiro show seria numa área "de risco" de Chicago, com o objetivo de levar cultura do mundo a esta platéia, para não nos impressionarmos que no dia seguinte o lugar seria novamente "nobre" e bacana. Para que está acostumado com nossas favelas no Brasil, a área de risco deles parecia Bervely Hills. Bairro super verde, agradável, com escolas grandes e bem organizadas, casas grandes, carros caros... O centro cultural estava num lugar super bonito e tinha parque aquático, campo de futebol, brinquedos, bastante área verde... Montaram o palco num lugar central, onde se podia ver tudo isso. O show foi excelente e estava cheio, várias pessoas que viram a entrevista/show estavam lá, mesmo se tratando de lugar bastante afastado do centro. O retorno do público foi excelente. No mesmo palco, se apresentou também Blick Bassy, talentosíssimo cantor de Camarões, que fez um show lindo. Voltamos para o hotel radiantes com o dia maravilhoso e tivemos uma agradabilíssima noite de comemoração.

No dia seguinte tínhamos tempo livre até as 16h e aproveitamos para fazer turismo e conhecer melhor a cidade. Constatamos que não é a toa que Chicago é uma das maiores metrópoles do planeta, pois a importância dada à cultura em todos os lugares é enorme e os ícones culturais são muitos. Do erudito ao popular, da música à dança, artes plásticas, museus, enfim tudo que possa ajudar a formar cidadãos no seu sentido mais pleno. Em seguida fomos ao Empty Bottle, tradicional pub na vizinhança italiana da cidade onde aconteceria nosso segundo show. A casa estava cheia e como tinha uma reputação mais roqueira, azeitamos o repertório e arranjos e fizemos o show mais rock'n roll que dessa primeira temporada nos Estados Unidos. Como resposta, o público dançou muito, vibrou junto, atento e no final tivemos que voltar duas vezes. Os produtores do Festival ficaram muito felizes, agradecendo e confraternizando junto aos jornalistas presentes que também nos deram excelente retorno.

Já tarde da madrugada e completamente exaustos após carregarmos o equipamento na van, passamos no hotel, tomamos banho, fechamos as contas e fomos diretamente ao aeroporto, onde voaríamos as 7h da manhã para Nova Iorque, e faríamos nossa estréia naquela noite, no renomado Joe's Pub. Mas essa é uma história para o próximo post aqui no blog.

 

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Os shows em Belo Horizonte e Campinas com Naná Vasconcelos foram a realização de um sonho antigo de dividir o palco com um dos meus maiores mestres. Mais de 6 mil pessoas em cada um deles, numa energia que nos proporcionou  momentos inesquecíveis. mais menos

foto: flávia mafra
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Apesar de ter trabalhado com Naná em vários projetos desde 1999, destacando-se o álbum Minha Lôa, lançado em 2002 e que fui co-produtor, nunca havia dividido o palco com nosso bruxo dos climas e texturas. Sou completamente arrebatado pela música visual e orgânica desenvolvida por ele e quando nos encontramos sempre aprendo muito e a música flui. Tocamos canções de meus dois discos e de alguns discos dele. Em Campinas, nosso conterrâneo Otto também nos brindou com participacão no bis. Foi bom demais !!! A platéia gritou mais de 15 minutos aplaudindo e pedindo para bis, mas havia outro show depois e tínhamos mesmo que acabar. Os ensaios, as oficinas, as conversas e histórias foram mágicos. Estamos planejando um novo encontro para 2010, espero que se concretize. Celebrando diferenças para exaltar similaridades. Salve Naná.

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Chegamos em Nova Iorque sem dormir e fomos diretamente para passagem de som no Joe's Pub. Considerado um dos principais locais de espetáculos contemporâneos da cidade, o mágico pub de 200 lugares nos deixou em transe e o cansaço sumiu na hora. mais menos
 

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